revista profashional

Marketing - Edição 98+99 - Por Regina Blessa

O estresse visual do consumidor

Nunca antes na história deste País e do planeta, o consumidor teve tanta escolha

 

É claro que os consumidores adoram essa variedade disponível, mas pode-se perceber que isso vem com certa quantidade de estresse de escolha. O número médio de produtos ou SKUs (stock-keeping units) com que o consumidor está acostumado a se deparar num supermercado médio são de 20 a 40 mil itens. Juntamente com o excesso de oferta de produtos e marcas, o consumidor tem alterado o seu papel durante suas compras. Há menos tempo para a escolha e para os roteiros de compras que andam cada vez mais bem planejadas. Como resultado, o tempo de compras médio que era de uma hora e meia, durante os últimos anos, tem sido reduzido para 30 a 45 minutos, nos quais se compram cerca de 50 produtos. E o que isso impacta para quem tem produtos expostos em lojas? O problema é que diminui a probabilidade de que seu produto seja notado por um consumidor em seu percurso de compras. É claro que não podemos e nem queremos esperar que todos observem tudo. Os consumidores não são só levados pela razão. Se a maioria dos produtos já conhecidos é escolhida em 5 segundos, a prática e a emoção desempenham um papel muito importante neste primeiro processo seletivo.

Os consumidores aprenderam a selecionar visualmente em velocidade informações relevantes (como os preços e indicativos de promoção), em meio ao caos de comunicação de algumas lojas. Essa evolução abriu um caminho através de toda essa massa de informação, e nossos cérebros por meio de nossos olhos criaram um jeito que nos permite filtrar ou "escanear a informação rapidamente", a fim de lembrarmos apenas as informações relevantes ao nosso consumo. Esses impulsos visuais positivos ou negativos são de extrema importância para as marcas, pois determinarão se eles irão ou não para o carrinho de compras. Apenas um número limitado de consumidores (20% – 30%) sabe com antecedência exatamente que tipo e marca de produtos vai comprar. Muitas vezes, listas de compras são feitas baseadas nas necessidades em vez de nas marcas. Esse processo de escolha ocorre rapidamente em todos os circuitos de compras e isto abre espaço para que uma marca possa fazer a diferença no ponto de venda. Conclusão: as embalagens, o posicionamento, o merchandising e os preços são os fatores que, se benfeitos, conseguirão parar o olhar do consumidor para uma possível decisão. Lembre-se de que os 40 mil produtos, que estão gritando por atenção nas prateleiras, têm muito pouco tempo para serem intuitivamente "escaneados" pelos olhos do consumidor que os incluirá ou não na sua preferência de produtos e marcas.

Regina Blessa
www.varejonatv.com.br

 

 

 

 













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