O sino no rabo do gato
 |
|
Aprendemos que não devemos julgar as pessoas nem tão pouco condenar suas atitudes e decisões, mas chega um momento em que apontar as falhas do chefe é necessário e até imprescindível à sobrevivência de toda a equipe e especialmente para a empresa que precisa de resultados e tem os concorrentes à espreita de um vacilo para abocanhar um naco maior de mercado.
Não se trata de entregar o chefe, mas simplesmente de fazer uma avaliação profissional e crítica sobre sua performance e forma de liderança inadequada, para o bom desempenho de todo um time. Mas quem vai colocar o sino no rabo do gato? Geralmente, uma má gestão do chefe perdura por longo período de tempo, porque ninguém da equipe tem poder ou coragem de relatar ao superior do chefe os problemas causados por uma gestão deficiente, até porque não se sabe o quanto o chefe do chefe é conivente com o fato ou, na realidade, desconhece as deficiências do subordinado, uma vez que o trabalho sempre é realizado pela equipe que se empenha em cumprir suas metas.
|
A primeira edição da Profashional, nome escolhido com muita visão, foi com Ivete Sangalo na capa e logo fomos para o carnaval em Salvador (com muito excesso de bagagem), onde distribuímos as revistas pessoalmente no camarote da cantora baiana. Que sucesso!!! Todo mundo adorou. Daí para frente, só poderia ser cada vez melhor e foi. Cada capa linda ganhando prêmios e reconhecimentos. Cada matéria criando “profashionais”, e pessoas que adoram ler a revista todos os meses.
Assim vai continuar, crescendo sem perder a habilidade de se reinventar sempre, com uma equipe mais linda impossível.
Todo o trabalho poderia ser mais bem desempenhado se houvesse maior apoio e delegação por parte do chefe que, ao motivar, delegar e treinar sua equipe, obteria um rendimento mais consistente, permitindo à empresa obter melhores resultados.
Com certeza, você conhece pessoas que têm cargo de chefia e que, por estarem nessa posição, acreditam saber tudo e que podem tudo, principalmente dar palpites nos negócios das outras pessoas.
Existem outros chefes que preferem adotar a filosofia do “laissez faire”, ou seja, vamos deixar a coisa como está para ver como fica. Isso significa que quanto menos envolvê-los, melhor para eles, pois a engrenagem da organização faz a roda girar e eles pensam que as coisas são resolvidas por causa de sua eficiente administração.
Aqui é importante não confundir o chefe que sabe delegar e que, portanto, conhece o trabalho e as pessoas que são capazes de executar as tarefas sem sua interferência direta, sendo assim bons administradores. A delegação de poderes e de tarefas é uma arte que poucos chefes sabem fazer, pois, para isso, é necessário preparar seus subordinados e se educar para não interferir enquanto as tarefas são executadas.
Luiz Carlos Cruz
|