Erros no atendimento
acontecem, mas vários
erros podem comprometer
o futuro de uma
loja. Cabe ao dono ou gerente
observar o que realmente interessa “para o consumidor” e
fazer com que seus funcionários
aprendam a atender certo.
O boca a boca e a imagem
negativa
Cada pessoa que é bem atendida
numa loja comenta com outras
cinco sobre sua satisfação.
Cada pessoa mal atendida
comenta enfaticamente com
outras 15 sobre sua decepção.
A propaganda negativa transmitida
boca a boca pode ser
mais arrasadora do que qualquer
ação da concorrência.
Ênfase seja dada ao público
sênior da terceira idade que tem
menos acesso aos meios de comunicação,
portanto, se informa
menos. Daí, se baseiam demais
na opinião alheia, de outros de
sua idade, que nem sempre é
bem posicionada. A imagem de
careira, de mau atendimento ou
de tratamento deficiente pode
gerar um trauma irreversível
para uma loja.
Uma loja de shopping ou de
um grande centro comercial costuma
desconsiderar seu público,
por ser farto e variado. Como
costuma achar que a fonte de
tráfego jamais se esgotará, não
presta muita atenção às baixas
de público por considerar fator
do mercado momentâneo.
Uma loja de vizinhança por
sua vez depende muito de sua
imagem na rua e na região onde
está instalada. Não pode nunca
desconsiderar a queda em sua
popularidade, e deve buscar
continuamente a excelência
em seus serviços, atendimento,
produtos e preço.
As lojas instaladas em bons
pontos comerciais também fecham
e ficam à míngua quando
afastam por incompetência os
seus consumidores.
A primeira lição a ser aprendida é que quem manda no seu
negócio é o consumidor. É ele,
com seus amigos, parentes e
comunidade, que têm o poder
de fechar as suas portas.
Funcionários X
Consumidor
Milhões de dólares são gastos
no mundo inteiro em programas
de excelência no atendimento
ao consumidor e comprovadamente
retornam com juros,
dividendos e imagem.
A filosofia de assistência ao
consumidor tem seu campo de
ação extremamente reduzido no
marketing brasileiro. Parece-nos
que os comerciantes brasileiros
estão mais interessados em seu
lucro passageiro do que na sorte
do consumidor.
Mesmo após a consolidação do
Código de Defesa do Consumidor, é raro encontrar uma consumidora
que não se tenha aborrecido em
alguma transação comercial.
Todos nós somos consumidores
em vários tipos de pontos-devenda.
Experimente se colocar no
lugar do consumidor quando for às compras e sinta-se comprando.
Da mesma forma, observe o
roteiro, as atitudes e as feições
de seus consumidores enquanto
compram em sua loja. Existem
lojas que se baseiam apenas nas
reclamações para classificar seus
funcionários, mas se esquecem
de que apenas 1% dos consumidores
perde tempo reclamando.
Observe você mesmo e tire suas
conclusões rapidamente, antes
que seja tarde.
Regina Blessa
Cconsultora e palestrante
www.blessa.com.br |