revista profashional

Responsabilidade de todos
Responsabilidade deve ser um tema recorrente no seio das famílias na hora de criar e educar seus filhos. Temos visto o crescimento da violência e consumismo por parte de jovens e adolescentes que querem ter mais e acreditam que ter é poder.

Muitas empresas estão assumindo um comportamento mercadológico “socialmente responsável”, fazendo muitas vezes o papel dos pais, a quem cabe a tarefa de impor limites.

Infelizmente, os pais, com a desculpa de falta de tempo, têm deixado o comportamento consumista de seus filhos a cargo das empresas e especialmente da mídia, que raramente faz uso das ferramentas adequadas para impulsionar as vendas de forma consciente.

Nos Estados Unidos, muitas empresas de alimentos estão começando a se preocupar com a saúde de seus consumidores, especialmente das crianças, e adotando práticas de comunicação que sejam consideradas politicamente corretas, quando informam que seus produtos contêm determinadas substâncias, que, se consumidas em excesso, podem fazer mal à saúde.

O varejo, como deve ser naturalmente, tem o compromisso de vender produtos de qualidade, mas principalmente de informar corretamente o uso e suas implicações para cada tipo de produto vendido. Se for uma roupa, por exemplo, deve indicar a forma de usar e em que ocasião usar, se uma festa, um evento social etc. Deve ainda indicar a forma de lavar e passar e assim por diante, mas raramente se vê esta atitude por parte do vendedor. O que é mais comum é ouvir um elogio
ao produto ou marca, reforçando o impulso de compra.

Para uma criança, geralmente, o vendedor infla seu ego com elogios na tentativa de realizar a venda. Este é um momento em que os pais também participam e acabam por perder a oportunidade de extrair um aprendizado para as crianças, trazendo-as para a realidade, incentivando o consumo utilitário e não o consumo vaidoso.

Responsabilidade é saber impor limites e tratar a realidade de consumo como uma necessidade básica e não uma ampliação do poder por meio do ter. Ser deve ser mais importante do quer ter, e é na fase de formação das crianças que este conceito deve ser firmado. O varejo pode e deve dar sua contribuição para a sociedade, formando melhores clientes. Clientes que consumirão mais e com mais qualidade quando se tornarem adultos que buscam ser e não precisam da auto-afirmação no ter.


Luiz Carlos Cruz
Consultor de marketing e especialista em trade mercadológico

artigos@revistaprofashional.com.br

 

 

 

 













© Copyright 2004 - 2008 :::: Todos os direitos reservados