Nós consumidores adultos não gastamos mais de 15 segundos, olhando uma categoria
de produto, o que quer dizer que a maioria das decisões de compra é mais emocional do que
racional. Com essa conclusão, nós marqueteiros deveríamos entender melhor a “linguagem
visual” das categorias e das embalagens, usando imagens que atinjam os consumidores
imediatamente e intuitivamente.
Estudos de percepção e pesquisas sobre o comportamento do consumidor são fundamentais
para criar uma forte presença visual de um produto no ponto-de-venda.
As crianças, por sua vez, têm uma percepção muito mais aguçada do que os adultos e decidem
com mais rapidez “tudo” o que querem consumir.
Quantas vezes temos de correr atrás de uma criança de repente dentro de uma loja,
sem perceber qual o impulso que a levou a disparar para um personagem ou artigo?
O olhar infantil “escaneia” o ambiente com uma velocidade impressionante e foca o que vai
querer em segundos, mesmo que sejam muitas coisas.
O poder de decisão dos pequenos, subjugando os pais e avós no ponto-de-venda, é
uma realidade e precisa ser entendido e aproveitado pelos lojistas. Algumas lojas já se
previnem até com artigos “de consolação” para vender na saída dos chorões que acabam
levando algo no lugar do que queriam. Quem vai comprar é o adulto, mas quem vai pedir e grudar
no produto é aquela criança que o percebe mais rapidamente.
As vitrinas infantis precisam ser claras, pouco poluídas e focadas no que se quer vender.
As lojas precisam ser bem definidas por sexo e categoria de produto, para
que pais e filhos se entendam sobre o que querem procurar.
A cor é o maior causador de impacto visual numa criança, depois vêm os personagens,
as novidades e as coisas com movimento. E os materiais de merchandising?
Ao contrário dos adultos, as crianças não precisam de materiais para
localizar visualmente o que interessa para elas. O próprio produto
bem exposto já faz muito sucesso.

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