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Jeito profashional de fechar um ano e se abrir total para o próximo, tanto que fizemos para o nosso atual “mantra”, uma edição gritante, berrante, cazuziana (jogada a seus pés totalmente “exagerada”), transcendente. Finaliza e inicia no eterno ciclo dos tempos. De Júpiter à Elke. Wunderbar! (alemão para maravilha! E a Lady nada Gaga é fluente neste idioma também).
Quem já estava sentindo LIVE, lá nos anos de 1985, deve se lembrar da banda pop rock autríaca “Opus” formada em 1973 na cidade de Graz, que acabou por atingir um primeiro lugar em vendas em diversos países do mundo com o mega hit da época “Life is live”, onde a era on-line ainda não era! Falarmos assim tranquilamente desse assunto numa revista impressa, ou seja, não ao vivo, nos dá uma razão maior para fazê-la de tal forma que ela viva além dos momentos em que você a desfruta e se divide com suas páginas.
A vida sempre foi “Live”, mas hoje, definitivamente, encontramos os meios para comunicarmos este estado de aqui e agora. E também por ter essa percepção clara, sentimos mais do que nunca a salutar obrigação de não noticiar, porque o que rola no mundo você já sabe, antes mesmo de processar de forma consciente o que vem a ser saber. A Profashional entra em 2010 se sabendo parte física de um todo muito maior.
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Viajei muito (literalmente), enquanto a revista atual saía da pauta para ser um “manifesto”, então dei umas mexidas aqui e ali, entrando gente nova nela, enquanto os jornalistas, designers, editores já de carteirinha repaginavam-se, deixavam-se contagiar pelo novo, “E o novo sempre vem!” (Belchior). Júlia Moraes, por exemplo, entregou sua alma extravagantemente criativa e deu um sabor diferente a esse mundo que a gente não para de experimentar. Resultado, fui a mais fake das viajantes, pois o mundo “gira, gira e nessa roda, a gente roda até se encontrar” (Toninho Geraes e Alceu Maia). Encontrei-me e AMEI o que a turma criou.
Na minha numerologia pessoal e intransferível, 2010 é perfeito. Passa um ano confuso, difuso, profuso. Passa um ano que, por mim, pode passar abrindo alas. Ano de perdas famosas, façam as contas e verão que foram muitos de uma vez só. Na esfera pessoal, no ciclo dos amigos, vi também o ano levando de forma confusa, profusa, difusa gente e coisas que não queremos ver ser levadas. Recordo-me dos anos de 1989 – quando eu morava na Alemanha e vivi a queda do muro de Berlim, o fim da guerra fria, a queda da cortina de ferro, enfim lembro-me da passagem para o ano de 1990 onde o mundo parecia ter dado certo (e os alemães ainda ganharam a Copa do Mundo), então imaginem que ali era a hora e o lugar para estar sentindo a posição das estrelas. De alguma maneira, me sinto assim agora também. Utopia? Não faltaram críticos para desacreditarem na reunificação da Alemanha, ou nas intenções de Gorbatchov, mas a história foi escrita da maneira que eu me sentia, então, se estou sendo utópica, tenho bagagem para isso. É hora do Brasil. Sediaremos Olimpíadas, Copa do Mundo, temos um presidente (odeio política, por isso, estou sendo meramente factível) que está entre as pessoas mais influentes do planeta. Nosso País está nas lentes dos poderosos de todo o mundo do luxo ao lixo, mas voltadas para nós. Não passamos incólumes pela crise financeira mundial, mas nos saímos bem, enfim, o resto é notícia e isso você tem vivido enquanto respira.
Vamos torcer para estarmos bem posicionados no lugar certo e para que o mundo seja um lugar sempre melhor para se viver. Vamos torcer para continuarmos vivos e desfrutando dessa fantasia do real incrível, que são os nossos dias. Vamos pedir, orar, torcer para que a dor de alguns tantos não os fragilizem a ponto de desistirem. Tudo muito normal? “Normalidade é uma ilusão imbecil e estéril” e eu colo bem nos pensamentos do Oscar Wilde. Nada disso, fé na vida além dos dogmas e paradigmas, chance ao amor e “qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá” (Milton Nascimento). Que o novo tempo seja bom com você e que você reconheça isso já, antes mesmo das horas acontecerem.
A vida sempre foi "Live", mas hoje, definitivamente, encontramos os meios para comunicarmos este estado de aqui e agora. E também por ter essa percepção clara, sentimos mais do que nunca a salutar obrigação de não noticiar, porque o que rola no mundo você já sabe.
Sol, Luz, Paz, Deus no seu caminho. Meu abraço caloroso.
Sandra Teschner - Publisher
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