revista profashional

SCRIPT - por Sandra Teschner
 
“Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira”
(Malandragem: Cazuza-Frejat)
 

 

Relacionar-se de maneira despretenciosa com a moda e toda a comunicação emanada dela é um dos afazeres que temos em mundo profashional. E isso é bem mais do que mostrar roupa bacana ou editoriais bem elaborados, abraçamos o comportamento de quem, absolutamente de bem com o mundo fashion, curte seu lado business, como se interessa por poesia, cultura geral, amigos, tribos, músicas, pets, criança ou gente no seu papel mais amplo. A revista atual, que ora chega a suas mãos, leitor profashional, está muito bem mesclada com tudo isso. Diversa sem perder a
unidade. Amei.
Viajei e mais uma vez contei o que rolou, me encontrei numa música antiga e deixei meus sentimentos mais sublimes aflorarem em “Foi Deus quem fez você”; também escrevi um conto. Mirella Stivani arrebata nossos corações em “Seu Cupido não acerta uma?”, assim como as matérias sobre investimentos, shopping centers ou lições para “vender mais” nos trazem de volta para os momentos bem aqui e agora. A beleza e toda a sua maquiagem, o rei morto ou a “moda carioca à vista do mar” por Diana Galvão, nos trazem para a urbanidade plástica e musical. Israel estará em breve em voga já que vem com tudo na telinha e você já pode saber o que acontece por lá no
texto de Marisa Abel.

 

Presente, passado ou futuro, os tempos verbais viram filosofia nas palavras de Paula Bueno e tantas
outras matérias e artigos nos lembram o que é que é um mundo profashional. Por fim, nossas páginas se despedem com um arremate do meu amigo Fredy Schneider “como um raio de sol”. Como eu disse, tem de tudo – o que é nossa cara – nesta edição.
E foi provavelmente por ter muito claro este sentimento de “está tudo aqui” que fiz em minhas divagações um hiperlink para a vida real. É mais um sonho que realizo, traduzido em palavras e imagens.
Explico-me. Fui há pouco entrevistada pelo veículo “Meio & Mensagem” (que por sinal fez um perfil muito bacana meu) e, ao ser questionada sobre quais seriam meus sonhos, não tive dúvida: são sempre pequenos e sempre realizáveis. “Quem sabe a vida é não sonhar?”, perguntou a dupla Cazuza e Frejat ainda na canção acima. Minimizamos nossos dias em prol dos sonhos e é ela a única
forma que conhecemos de realização; mesmo ao fantasiar, o fazemos nela e por ela. “A vida é muito importante para ser levada a sério”, disse Oscar Wilde, e ao nos darmos o maravilhoso luxo de sonharmos acordados, estamos simplesmente nos aproximando do estado de felicidade.
Avance para as próximas páginas e encontre nelas mais algumas razões para fazer de suas “tardes inteiras”, tardes completas.

“Quem sabe a vida é não sonhar?”, perguntou a dupla Cazuza e Frejat. Minimizamos a vida em prol dos sonhos e é ela a única forma que conhecemos de realização; mesmo ao fantasiar, o fazemos nela e por ela.

Dese jo a voc ê, muita vida real.

Um forte abraço


Sandra Teschner - Publisher
sandra@revistaprofashional.com.br
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