| SCRIPT - por Sandra Teschner |
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“Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando”
(Gonzaguinha) |
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É sempre bom praticar a leitura nas entrelinhas. Aguça a percepção, sugere uma atenção especial ao detalhe, enquanto desalinha o pensamento óbvio.Excelente exercício.
Captar uma mensagem subliminar eleva o receptor – tradutor do jogo de ideias – a um estado sublime de consciência. Ele é um profundo entendedor do “Dito que não precisa ser dito porque já está dito”,
como diria meu amigo e conselheiro Giuliano Donini. Análogo a isso é a leitura da linguagem corporal, da expressão humana, da gesticulação.
Estive em Cuba que é um lugar para se entender com o sentido. Quanto mais fundo mergulhamos na ilha “fidelmente” socializada, menor chance de compreensão de sua superfície. Tanto faz, é um país incrível com uma nostalgia latente e contagiante, entre edificações decadentes e reconstruções em pleno vapor. É tempo de visitá-lo e ver uma coisa diferente, um touch de genuinidade, um pedaço de mundo de efeitos não globalizado, porém em plena transição: “Sei que nada será como antes, amanhã”, cantou Elis Regina. Cuba é agora. Artistas, filósofos de plantão, estilistas, escritores, poetas se entregam na intangibilidade das palavras não ditas para expressarem suas verdades por meio da arte. Longe de ser um fato raro e pontual, ouço coisas como: “Tenho certeza de que você entende meu trabalho, você é poeta”. E eu me pergunto depois, se as nossas entrelinhas seguemuma mesma cadência.
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“I’m Now” bem Elza Soares é tema da coleção de Verão 2009/2010 da Rosa Chá, que traz, para o presente, expectativas e nova história a ser escrita num movimento muito comum na moda mundial, mas ainda recente demais no Brasil. A troca da direção de estilo do criador de uma marca a quem – longe de qualquer entrelinha – esta já não é pertencente. “Sanletrando” éo nome do livrode poesias minhas, publicado pela Profashional com organização e edição de um grupo de amigos sob a batuta de Kity Barretto e Flávia Matsunaga. Escrevo desde os 11 anos, e a obra mescla diversos momentos das minhas idades, dentro de um campo temático que quase randomicamente se faz presente na minha escrita. Amei. A venda do livro é rever tida para a AACD e é possível adquiri-lo diretamente na Profashional Editora. Apesar de já ter editado algumas centenas de revistas e livros, nunca me senti à vontade para publicar poesia e penso que esse passo esbarrava num elemento bem subjetivo que é a interpretação do leitor do subliminar.
A Profashional, mais uma vez, está recheada de temas que comunicam moda ou sereportam a sua comunicação e seu comportamento. Desfrute! Sai Amir Slama, entra Alexandre Herchcovitch, e que a Rosa Chá passe para o próximo estágio, afinal, a criação naturalmente sobrevive ao criador, seguindo o processo de evolução. É assim com os filhos, é assim com empresas saudáveis.
Artistas, filósofos de plantão, estilistas, escritores, poetas se entregam na intangibilidade das palavras não ditas para expressarem suas verdades por meio da arte. Longe de ser umfato raro e pontual, ouço coisas como: “Tenho certeza de que você entende meu trabalho, você é poeta”.
“Quando eu soltar a minha voz Por favor, entenda Esse é apenas o meu jeito de dizer o que é amar”
Vida eterna à verdade!
Um abraço em seu coração
Sandra Teschner - Publisher
sandra@revistaprofashional.com.br
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