revista profashional

SCRIPT - por Sandra Teschner
 
“Um músico deve compor, um artista deve pintar,
um poeta deve escrever, caso pretendam deixar seu coração em paz.
O que um homem pode ser, ele deve ser.
A essa necessidade podemos dar o nome de auto-realização.”

Abraham Harold Maslow
 

Banner exposto num prédio público da
cidade de Cacere, Espanha
 
Existem problemas concretos. Novidade nenhuma. Chamo de concreto aquele material do qual se constrói torres e que também é destruído quando demolido. Eles são diretamente relacionados à sua saúde – ou à falta dela, às perdas de pessoas de
grande importância em nossas vidas, às questões de necessidades básicas e aí vai a hierarquia toda, da conhecida pirâmide de Maslow e é dele também a afirmação: “... à medida que os aspectos básicos que formam a qualidade de vida são preenchidos,
podem deslocar seu desejo para aspirações cada
vez mais elevadas”. Concreto transforma-se então no intangível quando nossa base vai bem. É aí que se inicia os problemas de outra dimensão.

A realização pessoal está normalmente associada às razões existenciais. Mas do que se alimenta essa realização? E talvez mais importante ainda, o
que é essa realização? Quem é você? O que te deixa alegre, com o coração palpitante? A quem você confere o direito de tirar de você o que tem de melhor? A quem você deu o poder de te fazer feliz ou te fazer sentir a pior das criaturas? O que eles têm que você na verdade quer tanto que mitifica essas pessoas a ponto de determinarem seu bem-estar? Em que situações do dia-a-dia sua
alegria é mais pura e verdadeira? O que é ser feliz?

Somos livres para responder a essas respostas (se é que as conhecemos)? Ou estamos presos às tradições que já no nosso nascimento são precursoras do caminho que iremos seguir, daquilo que admiraremos, do que e de quem gostaremos. E se somos parte daqueles que têm consciência da poderosa armadilha do sistema. O que faremos para libertar nosso eu? Bem, segundo Einstein, a “tradição é a personalidade dos imbecis” Ai! Não ousaria ser tão afiada. Diria em defesa dela que
a tradição direciona, organiza, dá liga aos dias, aos anos, aos tempos. Mas há que se saber você dentro do roteiro previsto nas sociedades mais diversas, caso contrário, a sua história vem pronta, e o protagonista por consequência – equivocado.

Uma pessoa muito querida na minha vida tem o costume de se auto-intitular alguém não realizado. Nasceu achando que já era velho e não realizou nada. Acredita que vive para os outros, pelos outros e, em parte, até a vida dos outros. Não raro, ele deixa claro que vive o sonho das pessoas que estão à sua volta e que, sem dúvida, ele as ama, mas que não são esses os seus sonhos, como se pegasse carona nos prazeres destas pessoas sem estar de fato se regozijando deles. Com isso, se autoflagela repetindo que nada construiu e assim sendo não é um homem realizado. Mas será que esse é realmente o X da questão? Sabe-se que aceitação e prestígio são componentes – mesmo que estereotipados – relevantes para o estágio da realidade humana. O prestígio chega quando começamos a fazer parte do aspiracional alheio ou servimos de inspiração para outrem, o que por sua vez representa reconhecimento e este favorece a aceitação. O que faz alguém servir de inspiração para você? Seus títulos, bens, cargos, poder, capacidade profissional? Eu, particularmente, amo por admiração e eu só admiro o que é genuíno e nem tudo passível de se intitular é digno dos meus sentidos e fique ligado, leitor profashional, tenho certeza de que não estou sozinha nessa.

Talvez meu amigo precise se encontrar dentro desse time!

“OUVI-ME! EU SOU ALGUÉM E, SOBRETUDO, NÃO ME CONFUNDAIS COM OS OUTROS (...)”,
disse Nietzche em seu Ecce Homo e o filósofo manda bem. Para os mais nacionalistas, sugiro a
análise do que possa vir a significar a unimultiplicidade de Tom Zé, para mim, algo que invade a dialética do único e do plural em que o homem sozinho também é a casa da humanidade. Viajei?

O artigo “Qual é mesmo seu sonho”, de Monique Melo, dá continuidade a esse gostoso e complexo bate-papo de identidade, e vale lembrar: Felicidade é algo simples, tão simples de encontrar que invariavelmente procuramos nos lugares errados.

Sua procura está “quente ou está fria”? Sabe o que me deixa feliz por exemplo, ver um amigo querido como o baiano Pedro Bocca presidir e lutar mesmo por uma associação que visa à preservação dos saveiros, “eles são como as digitais, são objetos de arte, artesanal e científicos na sua individualidade”. Lindos, do bem e gostosos como o próprio vento que os leva.

Reese Witherspoon é o protótipo da boa moça engajada que porém não está assim tão dentro do quadrado. Traduzindo: Representa o formato da poderosa, porém megagente boa e simpática no melhor estilo: Sou sim, mas não tô nem aí; além de sempre parecer estar bem intencionada. Mas isso não é tudo. A estrela hollywoodiana, que está entre as mais bem pagas de sua geração, tem mais batom no nécessaire do que se pode imaginar ao ver seu semblante angelical (ia dizer mais bala na agulha, mas achei brutal, nada a ver com meu espírito). Mãe dedicada, embaixadora da fundação da
marca de cosméticos Avon para fins humanitários, empresta sua imagem para promover as mais diversas ações mundo afora. No Brasil, esteve para divulgar a campanha “Fale sem Medo”, apoiada na Lei Maria da Penha. A Profashional esteve presente na apresentação e entrevista da atriz, em que fechamos o ciclo de nossa expectativa. Ela de fato é alguém especial.

No varejo de moda, Cruz coloca em cheque a inspiração necessária para a superação de objetivos num mercado tão concorrido, mas a falta dela é solucionável se o elemento básico para qualquer operação de venda estiver em sintonia plena: a excelência em atendimento. O patrão, sr. Consumidor é tema também no artigo de Regina Blessa.

 
A moda se mostra sensual com as j á eternas pitadas de comeback. A lingerie protagoniza essa sedução já no Alinhavando, de Julia Moraes, coordenadora criativa da Profashional (e será que criatividade se coordena?? Sei lá...), que também mostra as garras fashion no Trends + Talks. Adoramos essa moça! Lenço sim, documento nem tanto. No Sol quente ou no friozinho, os objetos de desejo não respeitam mais estações ou tradições e estão invadindo até as praias, ufa! Dio Jaguarível conta mais em seu Tecendo Tramas. Na coluna da Dani, o preto intimista recebe cartão vermelho e a moça afirma isso com uma pitada de desforra, citando um dito popular: “Uma mulher precisa de um homem assim como um peixe de uma bicicleta!” Ficou curioso? Vá correndo devorar.

Onde termina uma mania e começa uma alteração no nosso estado de saúde física e mental? Uma referência que popularizou o problema foi o filme “Melhor é Impossível ” , no qual Jack Nicholson sofre de TOC, eixo que segura trama e tem uma superinterpretação de Helen Hunt arrematando a película. Apesar de engraçado à primeira vista, o Transtorno Obsessivo - Compulsivo – ou TOC, como é chamado pelos mais íntimos – é responsável por problemas graves de relacionamento no dia-a-dia.

Onde termina uma mania e começa uma alteração no nosso estado de saúde física e mental? Uma
referência que popularizou o problema foi o filme “Melhor é Impossível ” , no qual Jack Nicholson sofre de TOC, eixo que segura trama e tem uma superinterpretação de Helen Hunt arrematando a película. Apesar de engraçado à primeira vista, o Transtorno Obsessivo - Compulsivo – ou TOC, como é chamado pelos mais íntimos – é responsável por problemas graves de relacionamento no dia-a-dia.

Kity Barreto encanta com o seu Doce Outubro e lembra que maturidade feminina é “fruta boa”. Amei,
senti, me emocionei.

A música também vem nos embalando há algumas edições, já “visitamos” Guns N’ Roses, Andreia Dias, Guilherme Arantes, tantos mais nas últimas edições e nesta edição morremos de saudades daquele “que protegemos o nome por amor”, Caju, como era chamado por seus amigos íntimos (adoraria ter feito parte dessa tribo), foi o verdadeiro poeta da minha geração, foi um eightie totalmente encontrado dentro da década perdida. Que bom que o tempo não pára e o som dele segue conosco. Grafite e Poesia, Fotografia e Objetos de Desejo e criança entrevistando adulto. A Profashional está, como sempre, bem ela. No Arremate, Cris Grings, diretora de Marketing da Piccadilly, fala com sinceridade e certeza, afirmando: “Não acredito nesta história de que devemos
separar o lado profissional do pessoal. Para mim, devemos amar tanto o que fazemos, que trabalhar acaba sendo um sinônimo de lazer e de prazer”. Mais? Meu toque atual de celular é o “Viva La
Vida” de Coldplay:

(...) Numa hora, eu tinha a chave Na outra, as paredes se fechavam contra mim Descobri que meu castelo fica Sobre pilares de sal e pilares de areia (...)

Os revolucionários esperam
Minha cabeça numa bandeja de prata
Um fantoche num fio solitário
Quem iria querer ser rei?
E como na song traduzida...
nem tudo o que é óbvio é verdadeiro.
O que você quer ser?


Um beijo em seu coração
realizado

Este script foi o mais longo da história da Profashional! Inspiração e Expiração


Sandra Teschner
- Publisher
sandra@revistaprofashional.com.br
orkut: sandra teschner

 













© Copyright 2004 - 2008 :::: Todos os direitos reservados