revista profashional

SCRIPT - por Sandra Teschner
 
“E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a
outra metade... também.”

Oswaldo Montenegro
 

Canela/RS
 
Limite. Tenho cá minhas desavenças com ele. Não o nego como uma filosofia pessoal, aceito até sua existência, um exemplo clássico para mim é seu uso em questões educacionais, mas isso porque o objetivo final é exatamente o ilimitado. Ok, eu me explico. Podamos os galhos das árvores para que cresçam altivas, fortes, para que sejam o melhor que possam ser, para que seus frutos sejam abundantes, que suas cores enfeitem os dias e seu verde, motivo de poesia (a intenção definitivamente não era de rimar, mas já que rimou vai ficar assim mesmo). Com nossos filhos não é diferente, vamos cortando as frestas, guiando
daqui e dali, ajudando a traçar um caminho com tropeços menos dolorosos concomitante às quedas produtivas. Tudo isso é de alguma forma dar limites para ajudar a ser, a crescer e a ter maturidade de ultrapassar seus limites pessoais, mas é válido saber o que é limitável.

Em nosso business world, as metas existem para serem batidas, os benefícios aguardam aqueles que ultrapassam os objetivos, a vitória está crossing the line. Eu não preciso de linha. Meu limite é lugar nenhum. Lembro-me de uma palestra que assisti há alguns anos sobre a importância de planejar. Em suma, o palestrante resumia suas razões mostrando dois momentos distintos em um vídeo dele mes- mo nadando numa piscina olímpica de olhos fechados e numa segunda vez, ele nadando na mesma piscina, só que com um bom óculos de mergulho. Moral da história: sem enxergar o alvo, ele pára um pouco antes da chegada e, assim sendo, não alcança o objetivo. Na segunda situação, por estar ciente de até onde pode ir, ele ultrapassa aquele que tinha sido seu “limite”. Gostaram disso? Pode servir para muita gente, para mim não. Sabe por quê? Porque eu sempre me entrego inteira, bem ao estilo de Fernando Pessoa:

“Para ser grande, sê inteiro: Nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes...”

No meu Pano pra Manga mostro a você, leitor profashional, a quebra de uma fronteira territorial, por meio do exemplo das cidades de Constança e Kreuzlingen, respectivamente, Alemanha e Suíça. Obras de arte com símbolos históricos do tarô separam os dois países, simbolizando a abertura de um limite que se sabe existir e se respeita (talvez) a existência, de tal forma que se criou arte, eliminando as cercas aramadas. Como diria Nietzsche: “Temos a arte para não morrer da verdade”.

O Especial de Fotografia invade o espaço profashional. Numa revista de moda, varejo e comportamento, nada mais autêntico do que expor, tirar de trás das lentes aqueles que são responsáveis pela disseminação das imagens em forma de conceito, sombra e luz. Fotografia não só fala, ouve e se faz vista, é tateada pelos nossos sentidos ativando a arte, o consumo, o sonho, o concreto. Homenageamos alguns fotógrafos bacanas e queridos do nosso mundo afora e a nossa escolha de capa para esta edição foi em particular da minha amiga querida Fernanda Calfat, que nos encantou com as cores do desfile do Lino Villaventura para o verão 2009, numa interpretação que dança entre foco e movimento. De Babado Forte com mulheres de pijamas ao Renda-se!, a moda como ela se mostra mais atrevida em seu momento! Tudo de bom é a exposição de tênis customizados em comemoração aos 100 anos da marca All Star Converse, em que os pares (ímpares!) serão leiloados em prol da ONG Gente Nova, em Brasília. A música transita em nós na onda do ska. A arte é celebrada por meio do trabalho de David Dalmau que retrata a harmonia entre os temas urbanos e sentimentais, numa leitura muito própria do cotidiano. Marketing vem chocando com Luiz Carlos Cruz (que também arremata sua revista de bolsa), que dá o diagnóstico do “por que produtos novos fracassam”, ufa, melhor ficar atento!

Em Merchandising, a “moda de subúrbio” dá as caras. Como News do dia-a-dia do mundo fashion, trazemos em destaque o Rio Summer do meu conterrâneo Nizan, e a semana de moda de Nova York, com o Couture Fashion Week, conferido de pertinho por nossa jornalista Marisa Abel, além do desfile da Rosa Chá, que também abalou na Big Apple, exatamente na Semana de Moda. E por falar na marca, Kity Barretto, Rafa Donini e eu abrimos uma super Rosa Chá na Daslu que promete linkar o estilo da loja da grife na cidade de Carrie Bradshaw à Sampa; confira nos Bastidores a inauguração do espaço âncora no Beach Club.

Livros bacanas estão sempre presentes. No cinema, o filme Kung Fu Panda revela (mais) segredos da felicidade (nesse ritmo não sobrará infelizes para contar história) e no My Choice, a jornalista Mirella Stivani escolhe o foco do mês: o prosaico “Project Runway”, para quem não conhece, um reality show onde os desafiados são candidatos a estilistas. Encontre Corações Valentes, que se abrem e divagam entre paz e paixão. A vida como ela é, você encontra em sua revista de bolsa.

Leitor profashional, esta revista está poderosa, como amo dizer, o novo luxo para mim é assumir sua paçoca dentro de sua bolsa Prada. Tem de tudo um tanto, em um espaço compacto pronto para fazer parte do seu tempo, afinal, consumo de qualidade, é também consumo consciente. E já que o tema do meu momento élimites, uni os pensamentos de três gênios para abrir alas para as páginas que virão! A interpretação deles é toda sua!


“Imagine que não há limites; decida o que é certo e desejável para você,
antes de decidir se é possível ou não”.

“Por mais longa que seja a caminhada, o mais importante é dar o primeiro passo”.

“A partir de certo ponto não há volta. Esse é o ponto que se deve atingir.”

Respectivamente Brian Tracy, Vinicius de Moraes e Franz Kafka.


E que a vida é feita de escolhas, já sabemos!

Um aperto de mão muito sincero,

Sandra Teschner - Publisher
sandra@revistaprofashional.com.br
orkut: sandra teschner

 













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