| SCRIPT - por Sandra Teschner |
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“Viajar é como flertar com a vida.
Seria como dizer: “Eu gostaria de
ficar e de te amar,
mas eu tenho que
ir, esta é a minha estação”
(Lisa St. Aubin de Teran) |
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Três amigas, parceiras, cúmplices em Madrid
Rafa, Sandra e Kity |
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Adoro viajar, e vivo procurando lugares para chamar de “nosso”. Meu e seu, você, um alguém que extrapola – junto a mim – os limites de um lugar. Finalizei agora uma viagem que teve seu início na capital espanhola no Salão de Moda SIMM e atravessou a Espanha em direção a Andaluzia, seguindo para o estreito de
Gibraltar onde a Espanha assim não é, já que é britânica, e depois vieram Cácere, Sevilha e Salamanca. De volta a Madri, o caminho levava para a Alemanha
e Holanda. Tive diferentes parceiros ao longo da estrada e isso foi uma experiência à parte. Viver um espaço sozinho ou dividir com gente que tem afinidades com você, dentro do universo de opções que isso significa, é multiplicar os acontecimentos, potencializar os lugares. Com exceção de Kai, meu filho, meus
queridos vinham e iam deixando saudades e a certeza de que o alguém novo estava por vir. Foi bom, diferente, único.
Afora que existe gente que est á presente sem estar no lugar, ou está de forma virtual nas redes sociais, nos MSNs e coisas da vida, ou está porque enxergam
através dos nossos olhos, transportam-se para o outro de maneira que atuam. Não se desintegram e surgem de repente, estão integrados em nós, das raízes às superfícies, participam do nosso sentir. |
Em Amsterdã, tive essa experiência virtual e quase visceral com minha amiga Fernanda Langhammer. Trocamos scraps no Orkut, eleito sei lá por que para essa comunicação (a propósito, leitor profashional, caso queira me adicionar, basta entrar em SANDRA TESCHNER, eu sou eu com nome real em qualquer situação!), por percebermos as muitas ligações que o lugar tem conosco.
Momentos como esses me levam a sensações que se assemelham a amar, só que é um amor sem cobranças, é você e a viagem: “... quando esse amor transborda, só resta sentir... e o melhor de tudo, ele não espera ser correspondido, não cria expectativas... o bom é que ele é sentido de uma forma que quase se vê, é como
se vivesse em câmera lenta... que delícia!!!” (scrap Fernanda). Ao qual prontamente respondi: SIM, é amor em câmera lenta, pulsa mais do que se movimenta.
Por fim, a conclusão se aproximava: “Precisamos de um lugar para chamar de nosso... Vou ficar enlouquecida até nomear um... acho que com uma experiência dessas, com um lugar escolhido a dedo com a nossa sinergia, voltamos com um livro na bolsa... certo!?” Palavras de Fernanda que expressam bem onde somos
eternamente afins, neles, nos livros, em seus personagens, na sala do psicólogo da Cura de Schoppenhauer, no vício por arte de Peggy Guggenheim – ou Entre Quatro Paredes de Sartre. Na música, entendemos o que “só a bailarina não faz” e por aí as relações interpessoais vão ganhando um corpo que permanece ativo entre as distâncias físicas da vida.
A viagem foi muito produtiva (e produzida rsrs). Li muito, pesquisei mais ainda, comprei livros maravilhosos, fiquei dias em livrarias entendendo o que
estava acontecendo com os títulos e como eles se falam traduzindo isso em tendências. As ruas, a própria feira em Madri, seminários, enfim, o que se faz é
tentar prever o amanhã abatendo as condições do hoje que nos impedem de ver o que vem com olhos sempre novos. Isso não é fácil, mas se fosse não seria uma
descoberta.
Dividi a experiência em capítulos e esta edição fica então dedicada à etapa da viagem que saiu de Madri em direção às terras germânicas, culminando em Amsterdã. Em sua próxima revista de bolsa respiraremos então os ares da Espanha.
Como temos nesta revista o especial Kids, algumas seções também entraram de férias e voltam cheias de amor para dar em setembro, afinal vem chegando a
primavera e, com ela, boas novas no campo.
Convoco você, leitor profashional, para nos escrever sobre um tema que não sai da minha cabeça: Paz e Paixão. É possível? Mande-nos suas idéias e, é claro, aquelas que forem mais inspiradoras, serão publicadas. Fernanda, a amiga tão em voga neste editorial, respondeu: “Paz e paixão... hummm... sensações aparentemente antagônicas, mas que alguma coisa têm em comum... com certeza um P... acho que a paixão por nós mesmos faz com que a paz chegue de alguma forma... e se apaixonar por nós mesmos só ocorre com uma série de fatores, coisas que acontecem em nossas vidas que levam a esse fim... então, acho que paz e paixão dentro desse contexto, sim, andam juntas”. E já que segundo o grande Nelson Rodrigues “Toda unanimidade é burra”, escolhi duas outras versões que me
encantaram: uma delas de nossa articulista e amiga de alma Dani Rodrigues: “Paz e Paixão? Claro que é possível! Quando temos paixão e amor no coração, conquistamos nossa paz de espírito.” Já a interessantíssima profashional Julia Moraes, que é um ace em expressão, respondeu: “Paz e paixão não semisturam! Explico-me. Esses sentimentos são totalmente opostos em sua totalidade. Paixão inflama, é explosão, urgência, devaneio, hora marcada, mãos geladas, coração pipocando, consumo imediato. Feito para se devorar, o tal do COMA-ME no pote destinado à Alice no País das Maravilhas...
Adorável sentimento, devastador e inquieto, longe demais da paz, mas não menos charmoso e necessário para fazer de nossa existência algo de montanha russa, algo de percepção.
Acho que é aí que se descobre o que é coração e o porquê de bater tanto...”.
É por isso que vivo apaixonadamente num mundo profashional, porque as ondas vêm e vão, porque as chegadas e partidas assumidamente mexem com os viajantes, mas sou passageiro que conhece sua estação e ela é aquela onde agora arreio minhas malas, assim vou flertando e me entregando ao Novo. Sim! Às vezes ao atravessar, eu também olho pra trás.
Muita viagem em sua vida e um abraço cheio de renovadas energias!
Sandra Teschner - Publisher
sandra@revistaprofashional.com.br
(entre também no meu perfil no Orkut)
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