“Ser capitã desse mundo, poder rodar sem fronteiras, viver um ano em segundos, não achar sonhos besteira. Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade. Quando mentir for preciso, poder falar a verdade” (Maria Gadu)
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Ao ser confrontada com a decisão sobre o tema que encabeçaria meu editorial, tive duas certezas (nunca absolutas!): falaria sobre poder pessoal ou sobre as coisas simples da vida. Porque esses temas centralizam nosso momento profashional, não resumem nada, mas extraem poesia do nosso cotidiano e mostram o nosso tempo como ele é. Acabei optando pela capitã desse mundo, mas já que ela não acha sonhos besteira, está tudo em sincronia. Ajudou também a frase pitoresca de um amigo: “Somente uma mulher poderosa pode abusar da simplicidade e, por exemplo, comer um milho cozido com Coca Zero em frente a uma rodoviária”. Diverti-me bastante e lembrei que encaro sem problema algum um milhozinho no Largo da Batata em Sampa.
Poderosa ou boazinha? Clichê de expressão que intitula o livro da autora americana Scherry Argove e que acabou sendo a pitadinha de sal para a minha palestra no Fórum de Moda de Curitiba: Poder pessoal? Sucesso Profissional! E ao invés de dar pano pra manga, virou matéria de capa escrita por Dio Jaguarível que debuta nesse job de papel principal. Mais? A nossa musa “Sex and the City” Carrie Bradshaw ou será Sarah Jessica Parker estampa a edição com muita oncinha...
E a coisa foi adiante. A Profashional vive um processo transmídia, vai além do impresso, do site, do blog, das redes sociais. Conecta de fato um ponto ao outro retroalimentando os canais e tirando deles sua melhor comunicação. Amigos profashionais facebookers postam na revista de bolsa e imprimem suas ideias num mundo cada vez mais volátil. Amamos tudo isso.
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Costumo dizer que a única coisa que nunca muda é a mudança e ando sedenta dela, minha personalidade ariana, ou simplesmente minha pessoa, necessita da mutação, é o espinafre do meu alter ego – Popeye, a capa da Mulher Maravilha. Protege-me e me faz delirar (vamos combinar que a Wonder Woman é um delírio). Adoro ver a roda girar e ser parte dela. Encontrar o que virá, tirar do antigo sua essência e dar continuidade ao movimento. Sempre novo, mas embasado, contemporâneo e por consequência: Vivo!
O poder está nas mãos de quem sabe quem é. E por se saber, entende do que gosta, o que deseja da vida e dos instantes dela. Convive bem consigo mesmo, porque é uma boa companhia também para si próprio. Assim entende também que o outro é livre para ter seus próprios gostos e, quando estes convergem com os seus, é uma troca gostosa e dinâmica e quando não, respeita as diferenças e pronto. Ninguém ganha sempre e conviver bem com as adversidades é um poder a ser conquistado. Não há receita pronta, mas há um conselho útil e verdadeiro: Descubra-se e be happy!
Beijo gigagrande!
Sandra Teschner
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