revista profashional

Moda- Edição 86+87 - por Fernanda Cordeiro.

Aperte o cinto (ou amarre, dê um nó, laço...)

Na era em que até o mercado incentiva o estilo pessoal e a customização, nada mais natural do que as peças da moda receberem usos e leituras visualmente pessoais

 

 

Desde que os blogs de street style caíram no gosto do mundo fashion, os editores de moda atingiram status de celebridades e o hi-lo apareceu junto à crise econômica. O trabalho dos estilistas (criação de peças) e dos stylists (criação de looks) se separou, e o trabalho de pensar um look completo, incluindo cabelo, maquiagem e até guarda-chuvas ganhou mais importância e visibilidade.
Sendo assim, pesquisar moda se torna muito mais amplo do que só ver desfiles, showrooms e fichas técnicas, pois o modo de usar o que é moda é o it-assunto das temporadas recentes. Logo, além de ficar de olho nos seus estilistas preferidos, fique “mais-de-olho-ainda” no que os stylists estão fazendo: como eles misturam as cores, as peças, o make e os acessórios nas revistas, nas celebridades e neles mesmos.
Nos desfiles nacionais e internacionais para o inverno que se aproxima, foi muito forte a silhueta cinquentinha que marca a cintura no lugar, bem feminina e apresentada de forma moderna. Os cintos finos para arrematar os looks ladylike, rocker ou de alfaiataria clássica são coringa e escolha acertada de acessório-chave da estação.

Abuse deles de todas as formas: vale nó, lacinho, na fivela mesmo, de lado, para trás, por cima do casaco etc. A ideia é fazer um look com cara de pensado e elaborado, um look que converse sobre moda e personalidade. E isso vale tanto pessoalmente quanto para vitrinas e marcas, estas que anseiam por novas ideias para repassar ao grande público, maneira eficaz de democratizar a moda.

 

 













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