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Música Sertaneja - Edição 98+99 - por Marisa Abel

Entrevistas exclusivas para nosso site

 


Thaeme & Thiago


Eles iniciaram a parceria em fevereiro deste ano. Foi a convite de Fernando & Sorocaba que eles formaram a dupla e começaram a trabalhar no escritório FS Produções Artísticas. Mesmo com pouco tempo juntos, já conquistaram público em algumas regiões do Brasil, principalmente no Estado do Paraná.
A cantora Thaeme foi a vencedora, em 2007, do reality show Ídolos. Já José Lázaro, que usa o nome artístico de Thiago, começou a carreira aos 15 anos, também compôs diversos sucessos como “Tchau Tchau” e “O troco” interpretados pela dupla Maria Cecília & Rodolfo.
Em entrevista exclusiva para nossa redação, eles falam dos novos desafios e da carreira. Confira.

Profashional: Vocês fazem uma pegada mais agitada, mas sem deixar de falar de amor nas canções, este é o diferencial?
Thaeme e Thiago: Sim. É claro que não deixamos de lado o momento romântico que também é muito importante, mas o que predomina no nosso show são as canções animadas para fazer a galera tirar o pé do chão.


P.: Recentemente, gravaram o novo DVD, como ocorreu a escolha das músicas? Falem sobre o novo DVD.
T e T.: Gravamos no dia 30 de novembro nosso primeiro DVD que contou com participações mais que especiais dos nossos padrinhos Fernando e Sorocaba e nossos parceiros Gusttavo Lima e Cristiano Araújo. As músicas foram selecionadas com muito cuidado por nós dois, supervisionadas por Fernando e Sorocaba, para mantermos o nosso estilo e o formato do show que fazemos hoje o qual, graças a Deus, tem agradado ao nosso público. Cada canção tem seu momento específico dentro desse novo trabalho. Esperamos levar a alegria desse momento que estamos passando em nossas vidas, por meio desse DVD, para a casa de cada um dos nossos fãs, a fim de retribuir tanto carinho que temos recebido.


P.: A dupla é recente, mas já atingiu um público significativo. Fazer parte de um escritório grande favorece?
T e T.: Ajuda sim. Ter nosso nome vinculado a Fernando & Sorocaba, que hoje é uma das duplas de maior sucesso no Brasil, com certeza passa mais credibilidade e confiança tanto para o público, quanto para os contratantes e a imprensa em geral.


P.: Focando um pouco no nosso tema central que é o amor, o que ele significa para vocês?
T e T.: Tudo. De nada vale a vida e suas conquistas se não houver o amor.


P.: Roberto Carlos é nosso destaque de capa, qual o relacionamento de vocês com a música dele?
T e T.: Somos apaixonados por Roberto Carlos, nós dois somos fãs incondicionais do Rei. Em uma das nossas primeiras conversas, assim que nos conhecemos, estávamos falando sobre os interpretes brasileiros que mais se destacam e na nossa opinião não existe ninguém que cante o amor e passe tanta emoção e verdade como ele, com certeza ÍDOLO do mundo. Se gostaríamos de gravar? Tá aí nosso maior sonho de participação.
Mais informações da dupla no site: www.thaemeethiago.com.br

 


Fernando & Sorocaba

Confira aqui mais um trecho da entrevista que realizamos com Fernando & Sorocaba. Perguntas exclusivas somente aqui no site!

Profashionhal: Como foi o primeiro contato de vocês e em qual momento resolveram formar a dupla?
F. e S.: Nós fomos apresentados por um amigo em comum em Londrina, e logo de cara já vimos que combinávamos. Fizemos alguns testes, alguns ensaios, e resolvemos tentar. Nos demos bem logo de cara.

P.: Emplacar, logo no primeiro álbum juntos, como um dos melhores dos sertanejos no Brasil é para poucos. Contem como foi esse momento.
F. e S.: Nós já vínhamos trabalhando muito antes do lançamento do “Bala de Prata”. Já éramos relativamente conhecidos no Paraná, e a intenção era mesmo conquistar o Brasil inteiro. O foco definido e o trabalho sério foram essenciais pra isso. E a sensação, claro, foi maravilhosa. Mesmo sabendo que era isso que queríamos, quando vimos que estávamos crescendo, foi indescritível.

P.: O que é o sucesso para vocês?
F. e S.: Sucesso é conquistar cada vez mais fãs, e mantê-los fieis à dupla. Esse é o nosso maior objetivo, fazemos tudo pensando em nossos fãs, e eles são muito especiais, maravilhosos.

P.: Para ficar próximo do público a criatividade rola solta. Depois da grua e da bolha, há mais alguma novidade por vir?
F. e S.: Nós sempre buscamos novas formas de interação, que é a marca do Fernando & Sorocaba. Estamos pensando, analisando novas ideias. Pode ser que no futuro pinte alguma novidade.

P.: Ainda ficam nervosos nas entrevistas?
F. e S.: Depois desses anos, já demos tanta entrevista que estamos ficando bons nisso. Mas, dependendo do programa, às vezes dá um friozinho na barriga.

P.: Quem é o figurinista de vocês? No dia a dia o vestuário é igual dos palcos?
F. e S.: Figurinista? Somos nós mesmos!

P.: Definam amor na vida pessoal e o amor pela música.
F. e S.: O amor é essencial, sem amor o ser humano não é nada. O amor que colocamos em nossa música também é assim. Acreditamos que essas músicas fazem sucesso por tocar as pessoas, que se identificam com elas. Isso mostra a força do amor.

P.: Sempre na estrada, percorrendo os quatro cantos do Brasil, sobra algum tempo para conhecerem os lugares por onde passam?
F. e S.: Na maioria das vezes é um pouco complicado, pois chegamos na cidade horas antes do show, e temos que ir embora no dia seguinte cedo, pois temos show em outra cidade. Mas, só por sentirmos a atmosfera, e principalmente por termos contato com os fãs, levamos todas as cidades dentro de nossos corações.

P.: Vocês já trabalham juntos há alguns anos e toda união de trabalho é praticamente um casamento. Vemos que vocês se dão muito bem, existe alguma receita para tanta cumplicidade?
F. e S.: Achamos que a receita é muita conversa, um ouvir o outro. Discutir é normal, mas nos respeitamos muito, e ouvimos muito um ao outro. Raramente brigamos, apenas quando estamos jogando truco, pois aí é inevitável.

P.: Teve algum show em especial no qual vocês puderam analisar e assumir: estamos fazendo sucesso? Onde foi?
F. e S.: Quando você pisa em um palco e vê o público cantando suas músicas, você percebe que o seu trabalho está sendo reconhecido. Tocar nas festas de peão de São Paulo, como, Americana, Jaguariúna e Barretos é saber que o sonho se tornou realidade.

P.: Existe alguma peça de roupa que atribuem ser a de sorte?
Sorocaba: Eu uso sempre o meu chapéu, que é minha marca registrada. Me sinto muito à vontade com meus chapéus. De resto, tanto eu quanto o Fernando variamos bastante, mas sempre usando nossas botas.

P.: Digam um defeito e uma qualidade do parceiro:
Fernando p/ Sorocaba: ansioso, e com muita bondade.
Sorocaba: p/ Fernando: ansioso, amigo.

 


Maninho & Poconé

Naturais do interior do Brasil os amigos Sérgio de França Filho, o Maninho, e Júlio Cesar da Silva Júnior, o Poconé, decidiram trocar a vida calma de suas cidades de origem para embarcar no agitado universo de São Paulo com o objetivo de se dedicarem à carreira musical.
“Para que pudéssemos nos destacar viemos para São Paulo em busca de um produtor renomado, foi quando conhecemos o Laércio da Costa, que tem muita bagagem profissional”, contam os músicos que ainda não atingiram os 18 anos de idade, mas já definiram o que desejam para suas vidas.
Maninho nasceu em Cuiabá, e sempre teve influência sertaneja na família, assim como o Poconé, este é natural do Mato Grosso, na cidade que ele adotou para representá-lo na dupla, ideia do Laércio, que também sugeriu o nome que é utilizado por Sérgio.


Eles se conheceram no colégio, quando Maninho tinha 11 anos (hoje ele tem 15) e Poconé (17) na época com 13 anos de idade, foi quase que ao acaso que eles se encontraram. “Eu o vi tocando na escola e convidei para participar de um show de talentos. Depois tocávamos nas festas de família e foram eles que nos incentivaram muito a formar a dupla”, conta Maninho.
Sobre a escolha da profissão Poconé conta que desde criança acompanhava seus parentes nas rodas de viola que aconteciam nas festas da família. “Estava sempre junto aos meus tios, primos que sempre organizavam as rodas de viola, a inspiração veio desde cedo e aos 11 anos ganhei o meu primeiro violão da minha mãe”.
Motivo de orgulho do pai, que sempre foi seu grande incentivador, ao se destacar nas aulas de violão, afinal, em 3 meses, Poconé já estava tocando melhor que seus primos.
Sobre as influências musicais Maninho conta que ouvem muito Fernando & Sorocaba, João Neto & Frederico, Victor & Leo e algumas músicas do sertanejo raiz, tais como as do Trio Parada Dura.
Atualmente a dupla lança o seu primeiro CD intitulado “Vou fazer um luau”, que contém a música de trabalho de mesmo nome. Sobre esse trabalho eles contam que gostam de utilizar uma linguagem mais jovem. “A nossa música de trabalho ‘Vou fazer um luau’, por exemplo, é mais voltada para o reggae. As misturas são interessantes”.
E como o mercado musical é voraz eles não desafinam nem na convicção: “Há muita concorrência no mercado, mas creio que quando você tem Deus no coração as coisas acontecem, pois para ele tudo é possível.”

 


Laércio da Costa

Mais de 3500 CDs produzidos, aproximadamente 90 DVDs, centenas de shows por todo o Brasil e fora dele e muita história para contar, Laércio da Costa é referência quando o assunto é percussão.
Plural no seu estilo de fazer música, ele vai do samba ao sertanejo, passeia na MPB e no pagode com muita habilidade e variação de estilo. Produz ritmos interessantes e contagiantes e assim registra sua marca na história da música brasileira.
Requisitadíssimo, Laércio diz que para ser um artista completo é necessário ter conhecimento de diversos estilos percussivos. “São muitos convites distintos de trabalho e, para cada um, é necessário conhecimento do ritmo, por isso é importante saber tocar de tudo, samba, rock, MPB, pop, bolero, salsa, sertanejo e muito mais. Assim é possível também fazer um trabalho diferenciado e poder realizar algumas misturas”.

Tanto talento só poderia lhe render uma agenda lotada de compromissos, seja ao lado da dupla Fernando & Sorocaba, na qual é diretor musical e percussionista, ou na produção de diversos músicos do País.
Autodidata, desde menino o paulistano vive rodeado pela música. “Meu tio Maurício começou a tocar caixa e eu fiquei admirado. Um dia minha mãe me levou para a Escola de Samba Nenê da Vila Matilde e eu fiquei encantado com a bateria, pedi para tocar um instrumento e me deram um repinique, sem pensar muito sai tocando, foi maravilhoso” recorda.
Nesta época ele coletava materiais recicláveis para vender no ferro velho e investir em pipas, depois deste dia na Nenê ele passou a investir em instrumentos. O mercado musical agradece!
No começo, quando foi tocar na Escola de Samba, sofreu uma “certa resistência” por ser de cor branca, mas logo o talento falou mais alto que a raça.
Conheceu Eliana de Lima em 1987 e esta o convidou para fazer parte de sua banda, na qual ficou por 9 anos. Ganhou o mundo, e esteve até no Japão junto com a Rosas de Ouro. “Eu já toquei com todo mundo do samba que você possa imaginar”.
Espanha e Estados Unidos também foram destinos certeiros nos quais o percussionista pôde mostrar suas habilidades. Como variar de estilo é bem característico do artista, ele fez trabalhos para Maria Odete, tocou com Soweto e até com Pato Banton! Trabalhou também com Take Six e Billy Paul, dos EUA, Ivan Lins, Beth Carvalho, Pery Ribeiro, Negritude Jr., Banda Mel, Márcia Freire, Pedro Mariano Camargo, Alejandro Sanz, Alexandre Pires, Julio Iglesias, muitos outros artistas e várias duplas sertanejas.
Tinha o sonho de conhecer o Rei Roberto Carlos e por este foi surpreendido. “No dia 26 de abril de 2007, fiz um show com ele, comecei a tremer, pois ele chamou meu nome e cantou parabéns para mim, era o dia do meu aniversário e foi um momento inesquecível”, relembra emocionado.
No universo sertanejo ele começou em 1995 e nunca mais saiu. Com a dupla Fernando & Sorocaba iniciou em 2010 e hoje tem presença marcante no palco. O “homem do pandeiro” garante momentos inesquecíveis nos shows e ótimas produções musicais. Atualmente está trabalhando intensamente na finalização do novo DVD da dupla, que foi gravado no teatro Ópera de Arame, em Curitiba e que promete ser o grande lançamento de 2012.

 


Giovany Reis & Fabrício

Carismáticos, brincalhões, talentosos e com uma simplicidade encantadora, a dupla Geovany Reis e Fabricio mostra que está determinada a conquistar o sucesso de público.
Juntos na estrada desde 2008 a história da dupla é bem interessante e os amigos contam para nossa equipe como foi esse início, lá em São Sebastião do Paraíso, no sudoeste de Minas Gerais. “Eu vi o Fabricio em um programa de televisão regional, quando ele foi fazer uma homenagem para o seu irmão e, ao vê-lo cantar, comentei: ‘esse menino canta muito’, na época ele tinha 11 anos de idade. Peguei o contato, fui até a casa dele e assim começamos a nossa história de amizade e trabalho”, recorda-se Geovany.
Fabricio diz que os encontros deles sempre acabavam em cantoria e foi ideia deles mesmos formarem a dupla. “Ficamos um ano e meio trabalhando de forma independente e gravamos o nosso primeiro CD, em Araraquara.

Viemos para prensar o CD em São Paulo e através do Matheus, da dupla Matheus Minas & Leandro, conhecemos o Márcio Straface, da Camisa dos Artistas, que nos convidou para vir definitivamente para São Paulo e disse que queria nos empresariar”.
Márcio formou equipe junto com Marinho Raposo e Thiago Tobal e deram início ao segundo CD da dupla, que tem produção de Jonathan Félix e Jefferson Andrade e direção de voz de Fátima Leão.
“A Fátima é uma grande parceira nossa, além de amiga e incentivadora. Temos parceria em algumas canções com ela e a sintonia entre Fátima Leão e GR&F graças à Deus é afinada”, comenta Geovany que também é compositor.
Sobre as suas composições o artista diz que tudo que escreve realmente aconteceu, ou consigo mesmo ou com amigos, e a letra bate de frente com os sentimentos vividos. “A gente não sabe por no papel, então contamos a história pra ele e ele transforma em música”, comenta Fabricio.
“O Fabricio está compondo também, fez uma música maravilhosa com o Jonathan Félix que certamente vai entrar no próximo CD” rebate Geovany.
Em junho de 2011 lançaram na Villa Country, em São Paulo, o terceiro CD com produção de Ivan Miyazato e arranjos de Eduardo Pepato.
Sobre o retorno do público eles dizem que é muito gratificante ver todo mundo cantando o que eles criaram. “Com a música ‘O que sobrou de nós’ acontece muito de você estar no show e ver as pessoas chorando quando cantamos, é muito emocionante”. Foi dentro de um ônibus que Geovany compôs essa música. “Estávamos saindo de São Carlos, ele sofrendo uma desilusão forte, triste demais e ai fez a letra”, nos revela Fabricio. Sorrindo Geovany completa “estava passando um aperto, estava doendo demais”, riem do episódio que um dia foi motivo de lágrimas.
A dupla, que é já é destaque na capital paulista, tem o sonho de conquistar o Brasil. Talento, artifícios e disposição eles têm de sobra.

 


Du & Michel

Juntos há 4 anos, os amigos Dú & Michel vem se destacando no mercado sertanejo, principalmente com o público jovem.
Eles conquistaram o interior dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, o que os levou a tocar constantemente na capital paulista e assinar contrato com um importante escritório do mercado musical.
O CD “Dú & Michel Ao Vivo” é 80% autoral e teve uma distribuição superior à 400 mil cópias.
Confira

 

 

Profashional: As baladas românticas são presenças marcantes no show de vocês e muitas são composições próprias. Fale desse envolvimento do amor e da música, unida ao sentimento pessoal de cada um.
Du e Michel: Bom, uma das únicas coisas que nunca sai de moda é o romantismo e a melhor forma de transmitir esse romantismo é cantando; transmitindo emoções.

P.: Vocês estão fazendo quantos shows, em média, por mês?
D. M.: Por volta de vinte shows mensais.

P.: Nesse mercado concorridíssimo o que fazer para se destacar?
D. M.: Ter uma identidade própria, uma forma diferenciada de musicalidade.

P.: Hoje muitas duplas de bandas mesclam as próprias músicas com os sucessos de outros músicos. Quem vocês costumam destacar nos shows?
D. M.: Todos gostam de ouvir sucessos, músicas estouradas, entre outras... Mas, particularmente eu, "Du", gosto muito de Bruno & Marrone  e o Michel de Chitãozinho & Xororó.

P.: Quais são os desafios desse mercado musical que é mais difícil enfrentar?
D. M.: Na verdade na vida não existe muita dificuldade, temos que ter perseverança e nunca desistir dos nossos sonhos.

P.: Depois de quanto tempo juntos se dedicaram somente à música?
D. M.: Um ano, graças a Deus.

P.: Fale da união música + amor.
D. M.: São sinônimos.

Curtas e rápidas:
Sonho: Reconhecimento nacional.
Local no qual gostaria de tocar e cantar: Faustão.
Saudade de... Voltar pra casa.
No dia a dia é preciso: Saber viver.
Sertanejo é... maravilhoso.
Ser profashional é... transmitir alegrias, somar amizades e aprender sempre..

 

 

 

 

 













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