revista profashional
Música Sertaneja - Edição 98+99 - por Marisa Abel

Destinos unidos pela música sertaneja!

Há algum tempo o jeito de fazer música sertaneja mudou e com essa pegada mais pop o gênero ganhou mais adeptos e a mercado ampliou suas direções.

 

 

É fato, a música sertaneja é a que mais fatura no mercado musical brasileiro. Basta dar uma olhadinha na lista do Ecad e perceber que os dois maiores arrecadadores são compositores do gênero. As mais importantes duplas fazem praticamente um show por dia, com cachês altíssimos, dignos do público que levam para cada evento. E aproveitando este momento os empresários do mercado de shows ampliaram as opções. Sobre o crescimento Sidnei Silveira, proprietário do VR Club em Jundiaí, diz que o sertanejo inovou, se modernizou, apresentou novos cantores e duplas e alcançou os mais jovens. "O estilo musical também passou a ter uma pegada diferente, e se tornou possível ouvi-lo em uma balada ou em uma micareta, por exemplo. São os artistas sertanejos os recordistas de público em shows e eventos, além de possuírem maior vendagem de CD's e DVD's" Rafael Setrak, sócio proprietário da Wood's (balada de luxo na capital paulista que também pertence ao Sorocaba), diz que no início as pessoas achavam que era uma moda passageira, mas depois ela se tornou parte da cultura paulistana. "Com a nova roupagem do gênero sertanejo ele se tornou mais popular e conquistou maior público. Quando eu disse que investiria nesse mercado muitos não acreditaram e hoje temos casa cheia sempre".

Tanto sucesso Rafael atribui ao atendimento e personalização da casa. “Procuramos atender o cliente da melhor forma possível e o recebemos na medida em que a casa comporta, não superlotamos para que cada um que venha possa se divertir”.

 


Inovar é preciso e Leandro Soldera, presidente do Paulínia Arena Music comenta que o público se tornou mais exigente. “O PAM foi o primeiro rodeio coberto do Brasil, prática comum nos Estados Unidos, proporciona conforto ao público, além de possibilitar um evento seguro quanto as adversidades climáticas!”
Elói Carlone, proprietário da Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo, diz que o sertanejo universitário trouxe um público mais jovem e antenado. “Na minha opinião, esse movimento serviu mesmo para quebrar o preconceito que existia com a música sertaneja”.
A casa mais tradicional da capital paulista, a Villa Country, é a grande referência de mercado e vitrina para novos talentos. A jovem dupla Geovany Reis e Fabrício, naturais de São Sebastião do Paraíso (MG), tinham o sonho de tocar lá e quando esta lhe abriu as portas eles puderam ter mais visibilidade no mercado.
E a novidade do final de 2011 ficou por conta da inauguração da Villa Mix, em São Paulo, que tem como proprietários a dupla Jorge e Mateus. “Tem mercado para todo mundo, as pessoas se programam para sair sem contar que a Villa Mix é reservada para 1500 pessoas e o público SP é muito maior do que isso”.
Além dos espaços fechados, os abertos e que comportam muitos mais pessoas, também ganharam destaque em 2011. Dentre eles as chamadas micaretas sertanejas e os festivais de música. Em São Paulo e arredores destaque para o Americana Folia, Festival Universitário e o Planeta Universitário.

O que vem por aí
Lei da oferta e da procura é clara e com o crescimento das casas e eventos do gênero cresce também o número de bandas e duplas.
2012 com certeza será o ano de Thaeme e Thiago, que são apadrinhados por Fernando e Sorocaba. Sobre esse universo eles comentam: “Nos últimos anos a música sertaneja está muito bem. Várias duplas novas surgindo, as mulheres também estão conquistando seu espaço onde antes era quase que todo de homens, cantores do sertanejo se abraçando em participações uns com os outros fortalecendo ainda mais o segmento”.
Para Du, da dupla Du & Michel, ter uma identidade própria, uma forma diferenciada de musicalidade é uma forma de se destacar neste mercado, e aos poucos eles conquistam a sua fatia do mercado.
E há opção para todas as idades. Para a galera mais teen, pode contar com a musicalidade da dupla Maninho e Poconé, que mudou para São Paulo a fim de mergulhar fundo na profissão. “Para fazer um trabalho de maior qualidade buscamos um nome de peso no mercado e encontramos o produtor musical Laércio da Costa, que é o responsável por nosso CD. Estamos felizes com o resultado e esperamos conquistar o grande público”.
Afinado com diversos estilos musicais, Laércio da Costa responde hoje por diversas produções de renomados músicos, além de ser o diretor musical da dupla Fernando e Sorocaba. Ele, que já teve a honra de compartilhar o palco com o Rei Roberto Carlos, busca sempre trabalhar arranjos especiais e dentro da identidade de cada dupla. A respeito da repaginação do gênero sertanejo ele enfatiza: “Hoje a música sertaneja foi toda reformulada e é necessário acompanhar as necessidades do mercado. Estas inovações aconteceram também em outros ritmos como o forró e o samba. É uma moda que veio para ficar”.

 

 

 

 

 

 













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