Meio século de uma lenda britânica
Linda, solidária, elegante, determinada, com um potencial humano incrível, Lady Di sempre será uma heroína imortal e ícone mundial, principalmente se os assuntos forem: causas sociais. Se estivesse viva, ela teria completado, em 2011, 50 anos de idade
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Foi com 36 anos, em um trágico acidente de carro em Paris, que Lady Di deixou de fazer parte de nosso convívio, embora seja – e esperamos que continue sendo – reconhecida por seu trabalho de caridade, além, é claro, da sua elegância e sofisticação.
Ela que nasceu Diana Francis Spencer, teve uma vida que, embora tenha sido literalmente de princesa, não foi nenhum conto de fadas, a não ser pelo dia de seu casamento com o príncipe Charles, digno de histórias lendárias que, na época, foi o casamento mais assistido em todo o mundo.
A tímida professorinha refez o pensamento monárquico em um momento no qual a realeza não estava tão em alta. Ao cativar multidões, reativou o imaginário das pessoas e os títulos de príncipe, princesa e rainha voltaram aos holofotes. Ela criou um conto de fadas real, além dos títulos.
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Se você acompanhou a vida de Lady Di, tem a verdadeira noção do que ela representou e ainda representa para a humanidade. Mesmo com título de princesa e uma rigorosa série de protocolos a seguir, Diana quebrou tabus para fazer prevalecer seus valores e a forma com a qual educaria seus filhos, mais próxima, mais mãe, mais humana, diferente do que manda o “figurino”.
À frente de seu tempo, ela estava muito mais conectada com a nossa realidade atual do que os anos nos quais viveu. Teve uma vida de alegrias, mas com muitas decepções, era amada pelo povo, mas ignorada pelo marido. Essa ausência de carinho era evidenciada em seu semblante, muitas vezes triste.
Por onde andava, arrastava multidões de fotógrafos e jornalistas, e com isso aprendeu a usar o poder de sua imagem em prol de causas sociais. Foi a mulher mais fotografada da história.
Em uma época carente de heróis, uma tímida e linda professora de jardim de infância vira princesa e ícone de atitude, para nós, ela se tornou sim heroína. Sorriu, chorou, teve problemas emocionais, viveu momentos de fama e de angústia, sobretudo, em todas as suas ações, foi humana!
Diana é singular e por isso será muito improvável que, por mais carisma que tenham as novas princesas, outra venha a conquistar seu título de Princesa do Povo.
A vida da Princesa do Povo antes e pós-monarquia
Na infância, gostava de praticar esportes, dentre eles tênis, natação, hockey e salto ornamental. Apreciava também dançar e tinha aptidão para música, como pianista e cantora.
No Instituto Alpin Videmanette, em Rougemont, Suíça, onde foi preparada para atividades sociais, como etiqueta, arte culinária, arte floral, línguas e muitas outras, e embora fosse filha de nobres, trabalhou como uma mulher normal que procurava independência e realização pessoal. Realizou tarefas domésticas, como faxineira e babá, antes de se tornar professora do jardim de infância Young England School, em Pimlico.
Conheceu o príncipe Charles quando este ainda namorava a sua irmã mais velha, Sarah. Entre encontros e conversas, foi pedida em casamento e este ocorreu na Catedral de São Paulo em Londres, numa quarta-feira, no dia 29 de julho de 1981. A cerimônia foi uma das mais assistidas em todo o mundo. Diana se tornou oficialmente Sua Alteza Real a Princesa de Gales e foi imediatamente elevada à terceira mulher mais importante da monarquia britânica, somente atrás da rainha Elizabeth II e da rainha Mãe.
Dentre as diversas causas que apoiou em seu trabalho de caridade, as duas de maior destaque foram as campanhas contra minas terrestres e o combate à AIDS.
Entre traições, escândalos e falta de afetividade por parte de Charles, o casamento real chegou ao fim! Depois do príncipe, Lady Di se encantou com outros homens, mas dizem que ainda amava o antigo marido. Mesmo sem ser parte da realeza, continuou suas atividades sociais, fazendo e acontecendo, e teve muito mais destaque que a própria rainha, o que deve ter incomodado muito.
A história da “princesa do povo”, como a denominou Tony Blair, se encerrou em um túnel de Paris; até onde se sabe, ela estava sendo perseguida por paparazzi no momento da colisão, que aconteceu em agosto de 1997. Foi sepultada em uma ilha e lá há uma trilha com trinta e seis árvores – que simbolizam os anos de vida de Diana.
O adeus à “Rosa da Inglaterra” foi uma grande pressão para a monarquia, pois ela não era mais parte da realeza, mas teve um funeral com toda a pompa merecida, porque eles tiraram o seu título de Princesa de Gales, mas não o de Princesa do Povo. A realeza teve de ceder.
Uma das melhores definições sobre a princesa foi dita por seu irmão, o conde Spencer, no dia do funeral: “Acima de tudo, nós agradecemos pela vida de uma mulher que tenho muito orgulho em poder chamar de minha irmã – a única, a complexa, a extraordinária a insubstituível Diana, cuja beleza, interna e externa, jamais se extinguirá de nossas mentes”.
Adeus, Rosa da Inglaterra (música que Elton John cantou no funeral de Diana)
Adeus, Rosa da Inglaterra
Que você sempre floresça em nossos corações
Você foi o encanto que colocou a si mesma
Onde vidas foram dilaceradas.
Você bradou para nosso país
E sussurrou para aqueles que sofriam
Agora você pertence ao céu
E as estrelas soletram seu nome
E me parece que você viveu sua vida
Como uma vela ao vento
Nunca enfraquecendo com o pôr do sol
Quando a chuva vem
E suas pegadas sempre permanecerão aqui
Ao longo das mais verdes colinas da Inglaterra
Sua vela se apagou muito antes
Que Sua lenda se apagará
Encanto que perdemos
Aqueles dias vazios sem teu sorriso
Esta tocha sempre carregaremos
Pelas crianças douradas de nossa nação
E mesmo que tentemos
A verdade nos leva às lágrimas
Todas as nossas palavras não conseguem expressar
A alegria que você nos trouxe através dos anos
E me parece que você viveu sua vida
Como uma vela ao vento
Nunca enfraquecendo com o pôr do sol
Quando a chuva vem
E suas pegadas sempre permanecerão aqui
Ao longo das colinas mais verdes da Inglaterra
Sua vela se apagou muito antes
Que sua lenda se apagará
Se ela ainda estivesse aqui...
Na era dos tablets, das redes sociais, da essencialidade da internet, da proliferação dos smartphones e afins, nos questionamos: como seria esse momento para Lady Di?
Nossa personagem Mirna que, assim como nós, é fã e admiradora de Diana, apontou alguns pontos aos quais a Princesa do Povo com certeza estaria conectada ou que ela iria gostar. Veja de quais atividades Mirna acha que Diana estaria participando ou praticando:
- Na onda color blocking, Diana já vestia o que hoje é a sensação da estação.
- Sua Fan Page no Facebook bateria todos os recordes de curtidores.
- Seus amigos de Facebook seriam: Bono Vox, Elton John, Barack Obama, Michelle Obama, rainha Rania da Jordânia, Angelina Jolie, Al Gore, Carla Bruni, Condoleezza Rice, Hillary Clinton, Papa Bento 16, dentre outros.
- Postaria no Twitter ao menos 20 vezes por dia, todos os twittes a favor de uma causa social ou para divulgar os locais aos quais iria se encaminhar, o que acarretaria em diversos fotógrafos e jornalistas à sua espera.
- Teria sempre ao alcance das mãos um tablet e um smartphone.
- Seria, assim como a rainha Rania, a protagonista de um programa no You Tube para divulgar as ações sociais.
- Seria representante de atividades que estivessem envolvidas com ações para conter as ações das mudanças climáticas.
Um toque real
Há apenas uma sublime linha entre o conto de fadas e a pluralidade moderna de uma das cidades mais famosas do mundo, Londres é sem dúvida um lugar ímpar. Estendemos nossa matéria de capa para um especial que é pura realeza.
Ela dita moda, tendência, comportamento, estilo de vida, além de ser uma das cidades mais influentes do mundo. Sua história remonta do século 43 d.C.; entre muitas conquistas, impérios e civilizações, Londres sobreviveu aos tempos e, em seu povo e arquitetura, há muita história para contar e por esse motivo merece destaque em um especial na nossa Profashional.
Impossível deixar de se maravilhar com os mais famosos pontos turísticos, como Hyde Park, Abadia de Westminster, Tower Bridge, London Tower, Palácio de Buckingham, London Underground, o mais antigo sistema de metrô do mundo, o próprio rio Tamisa que foi “ressuscitado” há pouco tempo, a National Gallery – um dos mais importantes museus de arte do mundo – o Big Ben e muitas outras atrações.
De berço britânico também são alguns dignos representantes da moda, como a marca Burberry, a übermodel Kate Moss, o estilo oxford, a London Fashion Week, que é uma das mais badaladas semanas de moda do mundo, além de outros diversos exemplos que podemos deixar para mencionar em outra ocasião.
O conto de fadas fica por conta da realeza que este ano ganhou destaque com o casamento do príncipe William com Kate Middleton.
Londres é assim, uma efervescência de acontecimentos com um toque especial de conto de fadas, já que a monarquia é prevalecente e lá vivem rainhas, príncipes e princesas.
Nas páginas a seguir, você poderá mergulhar na pluralidade londrina, com seus ídolos, ícones e tendências.

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