revista profashional

Comportamento - por Nayara Diniz

"A consciência na Moda"

Em busca de soluções que agridam menos o meio ambiente, aposte no natural, para uma moda mais consciênte. As peças atingem todos os gostos e servem para diversar ocasiões, com elementos chiques e casuais


 

I isso surgiu com a sustentabilidade, que nunca esteve tão em evidência como nos dias atuais. Para aqueles que não conhecem, os projetos sustentáveis visam à integração do homem com o meio ambiente, reduzindo os danos ao planeta. Esse conceito trouxe, para o mercado têxtil, novas técnicas, como o algodão orgânico, o couro vegetal
e tecidos de fibra de bambu, para aqueles consumidores amigos da natureza. Em janeiro de 2007, foi lançado o selo efabrics, que é concebido a tecidos de matérias de origem sustentável, com avaliação de cinco critérios: sustentabilidade da matériaprima utilizada, impacto do processo produtivo no meio ambiente, resgate e preservação da diversidade e tradições culturais, fomento às relações éticas com comunidades, design e atributos comerciais. O projeto testado inicialmente com a Osklen já atingiu vários estilistas importantes, como Patrícia Viera, Glória Coelho, Reinaldo Lourenço, Fause Haten, Tereza Santos, Huis Clos, Samuel Cirnansck, Lino Villaventura, Alessandra Silveira e Mário Queiroz. No último SPFW, a sustentabilidade esteve presente em trabalhos manuais como: bordados, tricôs, crochês e utilização de materiais alternativos para confecção de peças, que aparecem como forte
tendência no verão 2010.
A Reserva fez palha de tarrafa, que é utilizada na pescaria africana, se transformar em tênis, cintos, bolsas e viseiras. Os bordados apareceram nas coleções de Samuel Cirnansck com paetês coloridos e peças no mais estilo Brigitte Bardot, com uma sensualidade cubana. Já o Lino Villaventura utilizou a mesma técnica em outro universo, de fábula, ninfas, borboletas e caçadores, os bordados manuais foram feitos de cristais, pérolas e vidrilhos, delicadeza. André Lima, em sua coleção, usou técnicas nordestinas, como a renda, patchwork e maxifuxicos para ilustrar o seu cenário de “teatro dos tecidos”. Ronaldo Fraga, por sua vez, em um desfile protesto, apresentou a Disneylândia Latina com técnicas de artesanato têx

-til colombiano e bordado, celebrando as riquezas culturais com as caveiras do Dia dos Mortos do México e personagens da Disney.
Mas nem só as marcas nacionais visam aos projetos socioambientais; marcas, como Giorgio Armani, Levi Strauss, Gap, Nike ou Marks & Spencer, estão dispostas a aderir à tendência do ecologicamente correto. A Adidas, por exemplo, já criou parceria com Stella McCarteney na linha Cover Up, com camisetas de algodão orgânico e tingidas naturalmente. Então, para a próxima estação, aposte nessa onda natural, minimizando as agressões ao meio ambiente sem deixar de ser fashion.

 

 













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