| Comportamento - por Mirella Stivani |
| |
"Bem longe do paraiso"
A banda Guns N’ Roses, liderada por Axl Rose, fez história. Sua
trajetória é marcada por músicas memoráveis, brigas, confusões e um
incontrolável apetite por sucesso, polêmica e autodestruição.
|
|
|
Bandas compostas por rapazes malvados, cabeludos e tatuados existem aos montes, em todos os cantos do mundo, em várias partes da história. Sem dúvida, é quase um clichê na vida de todos os adolescentes rebeldes. Afinal, como diz a música “Street Fighting Man”, dos Rolling Stones, “mas o que um pobre rapaz pode fazer a não ser cantar em uma banda de rock?”. Com os rapazes do Guns N’ Roses não foi diferente. O grupo, criado pelo carismático Axl Rose, buscava fama, dinheiro,
drogas e sexo, misturados aos acordes do mais puro hard rock.
Lançado em meado dos anos de 1980, época em que bandas tão diferentes entre si, como o The Cure, The Police, Queen, U2, Talking Heads, The Clash, entre outras, aconteciam, os rapazes do Guns conseguiram tudo que buscaram. E quase como um clichê, experimentaram a ascensão e queda na mesma intensidade dramática de quando as ilusões são destruídas.
O início, meio e quase fim
O Guns N’ Roses surgiu em 1985, na Califórnia (EUA), com a junção das bandas Hollywood Rose e L.A. Guns. Com o lançamento do álbum independente ‘’Live?!*@ Like A Suicide’’, a voz esganiçada de Axl e os riffs de guitarra de Slash logo mostraram que não seriam apenas mais uma banda. Estavam vivos e mais rebeldes do que nunca.
|
O reconhecimento foi rápido e, em 1987, já pela David Geffen Company, gravadora de grande porte, chegava às lojas o álbum ‘’Appetite For Destruction’’, composto por músicas como ‘’Welcome To The Jungle’’, ‘’Nightrain’’, ‘’Paradise City’’ e ‘’Sweet Child O’ Mine’’. Sucesso é pouco para definir o que esse lançamento proporcionou à indústria do rock.
Foram mais de 35 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, provando que o Guns tinha vindo mesmo para ficar (e fazer muito barulho).
Depo i s f o i lançado “GN’R Lies’’ (1988) que reuniu músicas como “Patiente”, “Used to Love Her” e “One in a Million”. Com “Use Your Illusion 1 e 2” (1991), os fãs foram presenteados com baladas como “Don’t Cry” e “November Rain”, além de covers como “Live and Let Die” e “Knockin On Heaven’s Door”. Em 1993, o Guns N’ Roses lançou o álbum ‘’The Spaghetti Incident?’’, somente com covers gravadas O reconhecimento foi rápido e, em 1987, já pela David Geffen Company, gravadora de grande porte, chegava às lojas o álbum ‘’Appetite For Destruction’’, composto por músicas como ‘’Welcome To The Jungle’’, ‘’Nightrain’’, ‘’Paradise City’’ e ‘’Sweet Child O’ Mine’’. Sucesso é pouco para
definir o que esse lançamento proporcionou à indústria do rock.
Foram mais de 35 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, provando que o Guns tinha vindo
mesmo para ficar (e fazer muito barulho). Depois foi lançado “GN’R Lies’’ (1988) que reuniu músicas
como “Patiente”, “Used to Love Her” e “One in a Million”. Com “Use Your Illusion 1 e 2” (1991), os fãs foram presenteados com baladas como “Don’t Cry” e “November Rain”, além de covers como “Live and Let Die” e “Knockin On Heaven’s Door”. Em 1993, o Guns N’ Roses lançou o álbum ‘’The Spaghetti Incident?’’, somente com covers gravadas durante sessões de estúdio ao longo de uma turnê. Mas o declínio não demorou a ocorrer. Depois de diversas brigas, desentendimentos, envolvimento com drogas pesadas e um entra-e-sai de integrantes, onde até os substitutos dos substitutos foram substituídos, tudo parecia ter chegado a um melancólico fim. A saída do guitarrista Slash, em 1996, e do baixista Duff McKagan, no ano seguinte, foram bastante sentidas (e nunca esquecidas). Axl estava ficando só. Mas, em 2000, o Guns retorna com uma nova formação e faz alguns shows. Depois de mais um período de ostracismo, em 2006, Axl e companhia reaparecem mostrando que nem todas as ilusões estavam perdidas. Um novo álbum já está pronto (na verdade, há anos) esperando apenas ser lançado por uma grande gravadora.
Ou simplesmente ser lançado por qualquer gravadora. O futuro é uma incógnita; mas o que ficou gravado no passado ninguém pode mudar. Definitivamente, os rapazes malvados, cabeludos e tatuados do Guns N’ Roses não foram de uma banda qualquer. E fizeram história, mesmo com todos os clichês possíveis. Axl, a rosa excêntrica Nascido em 1962, o vocalista e líder do Guns N’ Roses não é uma figura fácil de ser entendida. No auge da fama, Axl era lindo e enlouquecia as fãs, que não se
importavam com seu jeito violento de ser, tanto nas palavras como nos atos. Várias vezes xingou tudo e a todos, jogou cadeira em jornalistas, bateu nos fãs e foi acusado de violência doméstica por sua ex-mulher. Claro, além de ter inúmeros desentendimentos com seus companheiros de banda. Apesar de tudo, eraincrivelmente sexy com aquelas bermudas de lycra coladas ao corpo, revelando praticamente tudo. E as dancinhas? E os gritinhos? Bom demais. Axl era um rebelde com causa. Quando pequeno, foi abusado sexualmente pelo pai biológico. Depois, morando com seu padrasto, via freqüentemente a mãe apanhar de seu companheiro. Para ele, violência fazia parte de todas as famílias. Além da música, drogas e álcool que consumiram sua vida. Caos total. Atualmente, Axl deu uma engordada, perdeu um pouco do charmoso e hoje já não causa tanta confusão como antigamente (mas ainda apronta das suas). Da formação original do Guns, só restou ele para continuar a história. O grupo ainda faz shows por aí e há anos promete o lançamento do tão esperado álbum “Chinese Democracy”. Mesmo não sendo o de antes, Axl sempre foi e será a essência do Guns N’ Roses, mostrando que sobreviver a essa selva caótica, depois de quase chegar às portas do paraíso, não é para qualquer um.
|
| |
|
|