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| Nascido em 5 de abril 1966, cresceu e se
formou em Zurique, na Suíça. Depois disso,
entregou-se ao seu espírito aventureiro, vindo
pela primeira vez ao Brasil em 1986, para passar
um mês de férias. Encantado, decidiu, em
1988, ficar por um tempo e não voltou ao seu
país de origem. Em pouco tempo, conseguiu
seu espaço e reconhecimento no competitivo
mundo da moda. |
Profashional: Quando descobriu que tinha o dom para
essa arte?
Rolf Müller: Eu amo a fotografia com toda minha alma.
Faço
tudo com amor... Dizem-me que eu tenho o dom,
mas felizmente (ou infelizmente?) não posso ver
minhas fotos com o olhar do outro, somente com
o meu próprio.
P.: Qual a situação inesperada que acabou resultando
em uma foto inesquecível?
R.M.: Em uma viagem para Bolívia, na Isla del Sol.
O tempo virou e passei a noite com um lençol
fininho, um frio absurdo, uma chuva de granizo
martelando no teto... Mas, pouco antes de amanhecer,
abriu o tempo e fotografei um nascer do
Sol tão lindo que chorei.
P.: Você foi protagonista de alguma situação
desagradável que gostaria de apagar?
R.M.: Já, claro! Fotografei uma formatura e um
dos filmes travou e não rodou. Fiquei muito
envergonhado.
P.: Rolo de filme x câmera digital. Você tem uma
preferência?
R.M.: Fui resistente durante algum tempo. Somente sinto
falta da fotografia PB, mas, hoje em dia, eu não
me imagino mais com filme. A digital é mais ágil, o
cliente já vê o que está sendo feito e não precisa
esperar a revelação do slide ou do filme.
P.: O que é ser profashional?
R.M.: Sintonizar-se com a atualidade sem perder
as tradições!
www.rolfmuller.com
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