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| Autodidata, começou a carreira trabalhando
como assistente. Em 1981, montou seu estúdio e
passou a trabalhar com publicidade, atendendo às
principais agências do Brasil. Defende como poucos
o uso do filme fotográfico, tudo graças a uma
situação inusitada. “Estava em Angola e a guerra
ainda não havia acabado. Fotografei algo que não
devia e, por causa disto, um soldado apontou uma
arma, pedindo o filme de volta. Como era uma câmera
digital, tentei entregar o cartão de memória,
mas ele não sabia o que era aquilo... Passei por
um grande susto.” |
Profashional: O que mais gosta de fotografar?
Bruno Pavão.: Paisagens e arquitetura.
P.: Qual tipo de luz prefere?
B.P.: Quando era jovem, preferia luz artificial, tudo
controlado. Mas o tempo e as inevitáveis derrotas
que ele traz levaram-me a preferir a natural,
aquela que não pode ser controlada, apenas
admirada e escolhida.
P.: Momento mais marcante?
B.P.: Acho que foi ter feito a última capa do disco de
Raul Seixas.
P.: Na sua opinião, a fotografia expressa seus
sentimentos?
B.P.: Sim, comunicar é sempre bom, muitas vezes
alguém vê algo nas minhas fotos que eu mesmo
não vejo, isso sempre traz prazer.
P.: Ser profashional é...
B.P.: Estar sempre pronto para viajar e fotografar.
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